Secretaria de Estado da Educação lança “Cartilha Maria da Penha”

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Secretaria de Estado da Educação lança “Cartilha Maria da Penha”

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A cada 2,6 segundos, uma mulher é vítima de ofensa verbal no Brasil; a cada 7,2 segundos, de violência física; a cada 6,9 segundos, sofre perseguição ou é amedrontada; a cada 1,4 segundo, é assediada. Os dados são do site Relógios da Violência, do Instituto Maria da Penha. Um primeiro passo para tentar mudar esse cenário no Paraná foi dado na manhã desta terça-feira (22), na Assembleia Legislativa: a Secretaria de Estado da Educação (Seed) lançou o gibi Escola Livre de Violência Contra as Mulheres, que traz a Lei Maria da Penha e ensina as crianças e adolescentes sobre como proceder e orientar amigos e familiares nos casos de violência.

O evento contou com a participação da secretária estadual da Educação, Ana Seres Trento Comin, do secretário estadual da Cultura, João Luiz Fiani, da chefe do Núcleo Regional da Educação de Maringá, Maria Inês Teixeira Barbosa, e da deputada estadual Maria Victoria (PP), entre outras autoridades. Maria Victoria foi a idealizadora da cartilha e é autora da Lei 18.447/2015, que instituiu a Semana Estadual Maria da Penha nas Escolas. O gibi já teve uma versão piloto testada no Colégio Estadual Dom Orione, em Curitiba, e agora será distribuído aos alunos do 6.º ao 9.º ano do ensino fundamental e também aos do ensino médio, em uma ação coordenada pelo Departamento da Diversidade da Seed.

A secretária da Educação, Ana Seres, e a deputada Maria Victoria, idealizadora da cartilha.

A secretária da Educação, Ana Seres, e a deputada Maria Victoria, idealizadora da cartilha.

“É uma iniciativa muito bem-vinda e adequada, pois apresenta o tema na forma de uma história em quadrinhos sobre dois irmãos – um menino e uma menina – que testemunham um caso de violência em casa, recebem orientações sobre como proceder na escola e se veem eles mesmos em situações de meninos agredindo meninas no ambiente escolar. Acredito que vai contribuir bastante para incentivar a convivência harmônica entre meninos e meninas”, comentou a secretária Ana Seres. “Temos na Secretaria um departamento específico que trata de assuntos como a violência contra a mulher, o Departamento da Diversidade, que participa do projeto. Mas o mérito é todo da deputada Maria Victoria e sua equipe, responsável pela iniciativa. Acho até que a cartilha deve ser distribuída também na rede municipal, e posso te ajudar a viabilizar isso”, adiantou.

O secretário da Cultura, João Luiz Fiani, também elogiou o projeto: “Quero parabenizar essas mulheres fortes, a secretária Ana Seres e as duas Marias, Maria Victoria e Maria Inês Teixeira Barbosa, pela iniciativa. Sabemos que talvez não seja suficiente para resolver o problema, mas é um primeiro passo que estamos dando”, destacou. “A educação e a cultura têm esse papel, de nos ajudar a repensar atitudes, e esta cartilha está ajudando a mudar a história.”

Primeiro projeto

A deputada Maria Victoria, por sua vez, não escondida a felicidade: “A sensação é de trabalho feito e bem-sucedido. Desde 2015 lutamos por isso, pois a lei que instituiu a Semana Maria da Penha nas escolas foi a primeira originária de um projeto de minha autoria sancionada pelo governador. É importante a sua regulamentação e a disseminação de informações junto à comunidade escolar, informações que os estudantes poderão levar para casa e compartilhar com suas famílias. Temos que começar de algum lugar, considerando que nem sempre as pessoas têm conhecimento dos seus direitos”, declarou.

A deputada Maria Victoria entre alunos e professores do Instituto de Educação do Paraná.

A deputada Maria Victoria entre alunos e professores do Instituto de Educação do Paraná.

“A ideia é contribuir para formar uma geração mais consciente, por meio de um material lúdico, para que os estudantes possam ajudar a família toda a se informar mais sobre o assunto”, acrescentou. “As pessoas estão desacreditadas do sistema, do poder público e dos políticos em geral, mas é preciso fazer alguma coisa para mudar esse quadro, e acho que estamos no caminho certo. Inclusive já recebemos a notícia de que existe o interesse de instituições de porte em patrocinar o projeto.” Nesse caso, a ideia é distribuir 1,1 milhão de cartilhas.