Assembleia aprova a Rota Turística dos Parques do Paraná

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Assembleia aprova a Rota Turística dos Parques do Paraná

Turistas visitam o Parque Estadual de Vila Velha, nos Campos Gerais. (Foto: Raphael Marcondes)

O projeto da deputada Maria Victoria cria o roteiro que vai abranger 37 unidades em todo o Estado, o que vai estimular a visitação, auxiliar na conservação, desenvolver o ecoturismo e gerar emprego e renda nessas áreas

A Assembleia Legislativa do Paraná deu um impulso considerável ao ecoturismo no Estado na tarde desta terça-feira (26), ao aprovar em segunda discussão o Projeto de Lei n.º 34/2017, de autoria da deputada Maria Victoria (PP), que institui a Rota Turística dos Parques do Paraná. O roteiro inclui 37 parques estaduais e quatro nacionais em mais de 45 municípios de praticamente todas as regiões do Paraná. Agora o projeto segue para a redação final e na sequência para aprovação do Poder Executivo.

Formação rochosa no Parque Estadual do Guartelá.

Formação rochosa no Parque Estadual do Guartelá.

“A ideia é incentivar a visitação, o ecoturismo sustentável, a educação ambiental, a preservação do patrimônio natural e a geração de emprego e renda nas comunidades ao redor desses parques”, justifica a deputada no projeto. Ela também cita o relato do ex-secretário estadual do Meio e Recursos Hídricos, Ricardo Soavinski, sobre a importância e o potencial dos parques: “O potencial ambiental, turístico e comercial dos parques pode melhorar significativamente a conservação e, ao mesmo tempo, gerar emprego e renda para a população da vizinhança, além de proporcionar lazer e turismo de melhor qualidade para a população”.

O Parque Estadual Pico Paraná, que abriga o ponto mais alto do sul do país.

O Parque Estadual Pico Paraná, que abriga o ponto mais alto do sul do país.

Maria Victoria lembra porém que a exploração turística dessas áreas pode trazer tanto custos como benefícios: “Entre os custos podemos citar a degradação do meio ambiente, as injustiças e as instabilidades econômicas e socioculturais”, enumera. “Por outro lado, o turismo vai gerar emprego e renda, a promoção da educação ambiental e a conscientização sobre a conservação e preservação dessas áreas. Para que os benefícios prevaleçam, é preciso investir no ecoturismo sustentável e controlado.” Ela acrescenta que “as áreas naturais protegidas dependem também do interesse dos visitantes para cumprir sua função de conservação dos recursos naturais, culturais e históricos”.

Canal do Varadouro, na Ilha de Superagui.

Canal do Varadouro, na Ilha de Superagui.

Entre as áreas contempladas pelo projeto há tanto parques bastante famosos, como Vila Velha, da Graciosa, Guartelá, Ilha do Mel e do Pico do Marumbi, por exemplo, como outros menos conhecidos, como o Cabeça do Cachorro, em São Pedro do Iguaçu; o do Caxambu, em Castro; o do Pau-Oco, em Morretes; e o de São Camilo, próximo a Palotina. Foram incluídos também quatro parques nacionais: o da Ilha Grande, no Rio Paraná; o do Iguaçu, em Foz do Iguaçu; o de Saint Hilaire/Serra da Prata, na Serra do Mar; e o do Superagui, no litoral.